De volta, pelo desejo.
- Patrícia Olandini

- 16 de nov. de 2023
- 1 min de leitura
Depois de tempos sem a escrita num dispositivo mais pessoal, retorno a ela nesse novo formato, no qual, além de falar sobre temas tocantes a mim, posso compartilhar um pouco mais de um trabalho que se sustenta por um prática (in)cansável.
Entretanto, não se trata apenas da labuta, mas sim da troca: de ideias, de possibilidades, de saberes e de laços. Num tempo onde se faz a urgência de laços amorosos, esse dispositivo é uma tentativa de um possível vínculo.

O desejo pela escrita é uma forma tortuosa de ser fazer existir, de algum jeito, numa narrativa que se constrói a cada palavra que se lança. O trabalho clínico, para além de uma prática, é também um espaço de produção. A arte e a vida (essa que tentamos tocar, mas que é ela quem nos toca), são meios de tentar dar lugar à uma existência que carece de sentido. Estar vivo é como estar diante da esfinge, que diz com toda imponência à Edipo: "decifra-me, ou devoro-te".
A escrita é uma forma de deciframento, mas daqueles que não chegam a uma resposta final. É uma tentativa que não se esgota, e por isso é sempre possível retornar a ela.
Espero, neste lugar, poder construir algo que nunca esteja pronto, para que possamos nos debruçar sobre "isso" e em suas reacomodações necessárias. E que o desconforto seja sempre aquilo que possibilite movimento - ao menos a essa a quem vos escreve.
Do mais, seja bem-vind@ a algo que se lança, sem saber onde se chega.





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